Poucos materiais utilizados na arquitetura de interiores despertam apreço emocional, sofisticação, versatilidade e a capacidade de dialogar tão perfeitamente com a linguagem do projeto. Desde sempre, a madeira carrega essas capacidades em função das suas inúmeras possibilidades de utilização, resistência e a imagética representada pelos desenhos que retratam suas interfaces únicas, o elo com a natureza e a maneira como se conecta com o ser humano.
Para a arquiteta Patricia Penna, a melhor madeira para o projeto é aquela que melhor se alinha com as demandas do projeto. Em se tratando da matéria-prima natural, ela explica que a definição leva em conta a sua robustez; a estabilidade dimensional que atesta a integridade de manter suas dimensões originais diante das alterações de temperatura e umidade; a usinabilidade, que se refere à maneira como responde durante o corte, perfurações e outras atividades que relacionam com a construção de sua forma e o design; disponibilidade e, por fim, a procedência.
“Destaco, especialmente, os últimos dois pontos, pois se relacionam com a responsabilidade do profissional com o meio ambiente” enfatiza.
Madeiras de alto padrão
Entre as mais adotadas para a concepção de mobiliários, a profissional relaciona o mogno por seu tom quente e a facilidade para a obtenção de acabamentos primorosos; o cedro, devido à variação que transita entre o rosado, castanho-claro e avermelhado e o carvalho com suas nuances mais claras e que abrangem desde o bege, palha, tons dourados, mel e castanhos.