Custos, volatilidade e risco de crédito levam indústrias, hotéis e varejistas a aproximar a contratação de energia das áreas de finanças e planejamento
São Paulo, agosto de 2026 – As mudanças estruturais no setor elétrico, o aumento dos encargos, as oscilações de preços, os riscos de crédito e a maior influência das condições climáticas tornaram a gestão de energia mais complexa para as empresas. Nesse cenário, indústrias, hotéis e varejistas passaram a acompanhar o tema não apenas como uma despesa operacional, mas como uma variável com impacto direto sobre margens, fluxo de caixa, previsibilidade orçamentária e competitividade.
A gestão estratégica no mercado livre de energia proporcionou uma redução financeira de R$49 milhões nos custos com eletricidade para clientes da indústria de embalagens acompanhados pelo Grupo Delta Energia nos últimos anos. São companhias com diferentes perfis e portes, pertencentes a segmentos como embalagens plásticas, metálicas, cosméticas e soluções para bens de consumo. Os dados mostram que a gestão dos contratos e do consumo com energia elétrica foi essencial para a queda dos gastos.
Na hotelaria, diferentemente de uma indústria, porém, parte do consumo de energia está diretamente relacionada ao comportamento do hóspede. “O hotel atua, na prática, como um administrador do consumo. Ele consegue medir e gerenciar a energia utilizada, mas não pode determinar que o hóspede desligue o ar-condicionado ou limitar o consumo de um evento realizado em seu centro de convenções”, afirma João Carlos de Abreu Guimarães, consultor estratégico de Gestão do Grupo Delta Energia.
Esse perfil torna especialmente relevantes investimentos em eficiência. Segundo Guimarães, sistemas de aquecimento de água e refrigeração estão entre os primeiros pontos que os empreendimentos devem avaliar, ao lado de medidas como isolamento adequado, controle de vazão de água quente e sensores capazes de reduzir automaticamente o uso da climatização em determinadas condições.
No varejo, a energia também exerce pressão sobre as despesas operacionais, principalmente em redes com grande número de lojas, centros de distribuição, sistemas de refrigeração e climatização.
“A energia deixou de ser apenas uma despesa operacional. Em empresas com consumo elevado ou várias unidades, diferenças de preço, volume contratado e perfil de consumo podem produzir efeitos relevantes sobre o orçamento e a margem do negócio”, afirma o executivo.
A perspectiva de ampliação do Mercado Livre para consumidores de baixa tensão também deve aumentar a necessidade de planejamento energético entre empresas de comércio e serviços. Para Guimarães, a abertura amplia as possibilidades de contratação, mas exige que a decisão considere não apenas o preço oferecido, como também o perfil de consumo, os encargos e os riscos envolvidos.
Para o especialista, além do preço negociado, as empresas precisam acompanhar o volume contratado, o consumo efetivo, os encargos, as condições dos contratos e a capacidade financeira dos fornecedores. O risco de crédito ganhou relevância nesse processo. Caso uma contraparte deixe de cumprir o contrato, o consumidor pode ser obrigado a recomprar energia em um cenário de preços mais elevados, reduzindo a economia projetada e criando uma despesa não prevista.
Além dos ganhos econômicos, a contratação de energia renovável também pode apoiar os compromissos ambientais das empresas. Certificados como o I-REC permitem comprovar a origem renovável da eletricidade consumida e dão suporte a metas de descarbonização, inventários de emissões e demandas de clientes e investidores por maior rastreabilidade ambiental.
Sobre o Grupo Delta Energia
O Grupo Delta Energia, empresa 100% nacional, iniciou suas atividades no segmento de comercialização de energia elétrica em 2001, e consolidou-se como uma das principais organizações do setor. Com uma carteira de clientes que inclui algumas das maiores indústrias do país, a companhia diversificou seu portfólio de negócios nos mais de 24 anos de atuação, investindo em empresas que agregam sinergias a suas operações. Além de atuar na comercialização de energia elétrica, hoje o grupo está presente no mercado de biocombustíveis (biodiesel, etanol e distribuição de combustíveis), geração de energia (gás natural e solar), tecnologia e na gestão e estruturação de fundos de investimentos em comercialização de energia no Brasil.
Conteúdo: Assessoria de imprensa Delta Energia
Imagem: divulgação
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