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Porto Camargo abre Porto das Artes e transforma a Praça da Ucrânia em espaço de encontro entre arte, cidade e comunidade

 

A Construtora e Incorporadora Porto Camargo entrega para Curitiba uma nova galeria de arte como gesto de gentileza urbana. Instalado nas proximidades da Praça da Ucrânia, o Porto das Artes é um espaço cultural temporário criado para aproximar moradores, visitantes e artistas, transformando a área em um ponto de encontro entre arte, cidade e comunidade.

O espaço nasce com a proposta de ser uma gentileza urbana, conceito cada vez mais presente em cidades ao redor do mundo e que busca devolver à população lugares de convivência, cultura e permanência. Em vez de permanecer fechado durante a preparação de um novo projeto imobiliário, o local se transforma em um abrigo para a arte, aberto à circulação do público e à valorização de artistas locais.

Mais do que uma galeria tradicional, o Porto das Artes foi pensado como um ambiente acolhedor e vivo, onde a arte se integra ao cotidiano de quem passa pela região. Um convite para que as pessoas desacelerem, permaneçam e se conectem com histórias, imagens e expressões que dialogam com a cidade.

A curadoria do espaço é assinada pela Galeria Zilda Fraletti, uma das principais referências do mercado de arte no Paraná, que trouxe sua experiência e olhar sensível para selecionar artistas e obras alinhados ao conceito do projeto.

Para Zilda, a curadoria foi pensada para que a arte funcione como um convite à pausa em meio à rotina urbana. “A proposta foi selecionar obras capazes de criar momentos de sensibilidade, reflexão e beleza para quem passa pelo espaço. Buscamos artistas cuja produção desperte o olhar e provoque pequenas interrupções no ritmo acelerado do dia a dia, convidando as pessoas a perceber o espaço urbano de outra maneira”, explica.

A seleção dos artistas levou em conta critérios como a qualidade da pesquisa artística, a diversidade de linguagens e a atuação no Paraná, valorizando a produção local e sua relação com o território. “O fio condutor da exposição é justamente essa proximidade entre arte e vida. São trabalhos que, cada um à sua maneira, falam de paisagem, de sensibilidade, de relações humanas ou de percepção do espaço. Mesmo com linguagens diferentes — pintura, fotografia e objeto — existe entre eles uma intenção comum de criar uma experiência visual acessível, mas ao mesmo tempo poética e reflexiva”, afirma a curadora.

Segundo Zilda, as obras também foram selecionadas considerando a dinâmica de quem circula diariamente pela praça. “Quando a arte ocupa um espaço de passagem, ela tem o potencial de transformar um trajeto comum em um momento de descoberta. Pensamos em trabalhos que conversem com o público de forma natural, seja despertando curiosidade, provocando emoção ou oferecendo um breve instante de contemplação no meio da rotina”, afirma.

Mais do que destacar uma única obra ou artista, a curadoria valoriza o diálogo entre os diferentes trabalhos apresentados. Para Zilda, é justamente essa diversidade que constrói a experiência da mostra. “Cada artista traz um olhar próprio e contribui para formar um conjunto que dialoga com o espaço e com o público. Alguns trabalhos acabam se destacando por traduzirem bem essa ideia de delicadeza e sensibilidade, convidando as pessoas a se aproximar e criar uma relação pessoal com a obra”, afirma.

A iniciativa acompanha uma tendência internacional em projetos urbanos e imobiliários, em que espaços temporários são ativados com cultura e arte enquanto novos empreendimentos são planejados. Mais do que uma estratégia estética, trata-se de uma forma de fortalecer vínculos com a comunidade e enriquecer a vida urbana.

Para a Porto Camargo, a criação do Porto das Artes reflete um compromisso com a cidade que vai além da construção física. “Mais do que construir empreendimentos, acreditamos na construção de relações com a cidade. O Porto das Artes nasce como um gesto de abertura, uma forma de oferecer à comunidade um espaço de convivência, cultura e descoberta enquanto o futuro projeto começa a ganhar forma. É um presente para a praça e para quem vive ou circula por aqui”, afirma Diogo Linhares de Camargo, sócio da Porto Camargo.

A valorização da arte também faz parte da história da empresa. Durante a aquisição de um imóvel no bairro Batel destinado a um novo empreendimento, a construtora identificou um mural original do artista paranaense Poty Lazzarotto, intitulado Lendas Brasileiras, que estava escondido no subsolo da residência e corria risco de desaparecer com a demolição do imóvel.

Diante da relevância da obra, a empresa mobilizou especialistas para realizar um delicado processo de retirada da parede de concreto que abrigava o painel, preservando integralmente o trabalho do artista. Em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR), o mural foi doado à Universidade Federal do Paraná (UFPR), passando a integrar o patrimônio cultural da instituição.

O Porto das Artes também propõe um olhar sobre o papel da arte na vida urbana contemporânea, aproximando o público que muitas vezes não frequenta galerias ou museus tradicionais. “Levar arte para o espaço urbano é uma forma de ampliar o acesso e democratizar a experiência artística. Muitas pessoas não frequentam galerias ou museus, mas quando encontram a arte no caminho, no lugar onde vivem e circulam, ela passa a fazer parte do dia a dia. Isso cria um vínculo diferente, mais espontâneo e muitas vezes mais profundo com o público”, afirma Rodrigo Porto, sócio da construtora.

Embora seja um espaço temporário, o Porto das Artes nasce com um propósito duradouro: fortalecer laços entre artistas e comunidade, valorizar a produção cultural local e transformar a arte em um ponto de encontro cotidiano. Enquanto o novo projeto imobiliário começa a ser preparado, o espaço se abre como um porto simbólico, onde a arte encontra abrigo e a cidade encontra mais um lugar para permanecer, trocar e se reconhecer.

 

Texto:  Sumi Costa // Conceito Noticias

Imagem: divulgação

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